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MC Poze do Rodo é acusado de estupro por adolescente; Polícia investiga

Compartilhar FacebookXWhatsAppInstagram +Adicionar o RapMais no O cantor MC Poze do Rodo, de 27 anos, é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após uma adolescente de 16 anos denunciá-lo por estupro. A ocorrência foi registrada na quarta-feira (28), na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), responsável pela apuração. Segundo o relato […]

O cantor MC Poze do Rodo, de 27 anos, é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após uma adolescente de 16 anos denunciá-lo por estupro. A ocorrência foi registrada na quarta-feira (28), na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), responsável pela apuração.

Segundo o relato apresentado pela jovem, o episódio teria ocorrido em 26 de setembro, durante uma festa na residência do funkeiro, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. A adolescente afirma que estava sob efeito de drogas e bebidas alcoólicas quando entrou em um quarto com o artista.

Adolescente relata violência sexual e ameaças

A jovem afirmou que consumiu uma substância conhecida como “Black Lança”, uma variação clandestina do lança-perfume, que teria sido oferecida pelo próprio funkeiro. Ela relatou que não estava plenamente consciente durante a relação sexual e que havia falado apr MC Poze que só aceitaria o ato com o uso de preservativo.

De acordo com a advogada Daiana Andrade, que representa a adolescente, o funkeiro teria ignorado a condição estabelecida pela jovem e continuado a relação sem preservativo. A defesa afirma que o episódio configura violência sexual e também apresentou acusações de ameaça e constrangimento ilegal, que estão sob investigação policial.

Segundo o boletim de ocorrência divulgado pela CNN Brasil, aproximadamente dois dias depois, a adolescente teria sido coagida a retornar à residência do cantor. Na ocasião, Poze teria ficado com o celular da jovem e a obrigado a ingerir medicamentos que ele teria comprado.

A adolescente também relatou que foi ameaçada caso se recusasse a tomar os medicamentos. Conforme a denúncia, o cantor teria dito que pediria a um de seus amigos que a fizesse “desaparecer”. As circunstâncias desse segundo encontro também integram as acusações apresentadas à Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Defesa da adolescente afirma possuir gravação

Em declaração divulgada na imprensa, a advogada Daiana Andrade afirmou que possui uma gravação que ajudaria a sustentar o relato da adolescente. A defesa afirma que o material contém a voz do cantor solicitando que a jovem comparecesse à residência dele e uma referência à necessidade de realizar exames. A representante da adolescente também criticou as acusações de que sua cliente estaria mentindo sobre os acontecimentos.

Polícia Civil investiga as acusações

A adolescente foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames, enquanto sua defesa solicitou medidas protetivas contra MC Poze. Em nota divulgada à imprensa, a Polícia Civil confirmou a investigação e informou que os supostos autores serão intimados a prestar esclarecimentos na delegacia especializada.

A corporação também declarou que diligências estão em andamento para apurar os fatos relatados. Até as publicações consultadas nesta quinta-feira (29), não havia informação sobre os resultados dos exames nem sobre uma decisão judicial referente às medidas protetivas solicitadas pela defesa da adolescente.

A CNN Brasil informou ter procurado a defesa de MC Poze, mas não havia recebido resposta até a atualização da reportagem. O cantor também não havia apresentado manifestação pública sobre as acusações nas demais matérias consultadas. A investigação permanece em andamento, sem conclusão divulgada sobre a responsabilidade do artista.

Histórico de investigações envolvendo MC Poze

O funkeiro já esteve envolvido em outros procedimentos policiais e judiciais nos últimos anos. Em 2019, foi preso por apologia ao crime e, em 2024, tornou-se alvo de uma operação relacionada a sorteios ilegais. Em 2025, também foi preso durante uma investigação sobre suspeita de associação ao tráfico de drogas.

Em abril de 2026, Poze voltou a ser detido pela Polícia Federal, desta vez por suspeita de lavagem de dinheiro relacionada a uma facção. O cantor também responde em liberdade a um processo por tortura e cárcere privado. Esses episódios são distintos da denúncia de violência sexual registrada nesta quarta-feira.

Como denunciar casos de violência sexual

Vítimas de violência sexual podem procurar uma delegacia, preferencialmente especializada, e buscar atendimento médico na rede pública de saúde. O Disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, incluindo violência contra crianças e adolescentes. O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia e permite denúncias anônimas.

O Ligue 180 também oferece atendimento e orientação em situações de violência contra mulheres. Pessoas que testemunhem ou tenham conhecimento de possíveis violações podem comunicar os fatos às autoridades competentes. Em situações de perigo imediato, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190. O acolhimento e a proteção das vítimas devem ser priorizados.

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