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Timbaland processa ex-empresário e gestor em R$ 82 milhões

Timbaland está processando o ex-empresário e o ex-gestor financeiro em US$ 15 milhões (cerca de R$ 82 milhões na cotação atual). Segundo a ação, os dois cometeram uma série de irregularidades para “enriquecer” à custa do astro. O processo, aberto na sexta-feira (30) em um tribunal de Los Angeles e analisado pela Billboard, afirma que […]

Timbaland está processando o ex-empresário e o ex-gestor financeiro em US$ 15 milhões (cerca de R$ 82 milhões na cotação atual). Segundo a ação, os dois cometeram uma série de irregularidades para “enriquecer” à custa do astro.

O processo, aberto na sexta-feira (30) em um tribunal de Los Angeles e analisado pela Billboard, afirma que o empresário Gary Marella “roubou milhões em comissões, taxas e reembolsos não autorizados” e “falsificou registros financeiros” para esconder as irregularidades. A ação também diz que o gestor financeiro Bruce Seckendorf causou pesadas multas tributárias ao deixar de pagar impostos federais e quase fez a casa do astro ir a leilão por execução de hipoteca, enquanto continuava a pagar “milhões” em taxas a si mesmo e a Marella.

“Este não é um caso de perdas comerciais comuns ou de erros de contabilidade”, escreveram os advogados de Timbaland. “Os réus usaram a autoridade que lhes foi confiada para enriquecer a si mesmos e a outros, esconder má conduta financeira e esgotar os bens valiosos de Timbaland.”

Em comunicado enviado à Billboard nesta segunda-feira (2), Marella negou as acusações e disse que “a alegação de que eu me paguei sem o conhecimento dele não é verdadeira”.

“Quando comecei a empresariar o Tim, em 2017, muito depois de ele ter produzido seus maiores sucessos, ele já estava em uma situação financeira ruim”, disse o empresário. “Os problemas financeiros dele não começaram comigo. Eu entrei para reconstruir os negócios dele. Em cerca de nove anos depois que comecei a trabalhar com o Tim, geramos aproximadamente US$ 75 milhões em negócios.”

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Timbaland (Timothy Zachery Mosley), produtor de sucessos como “Big Pimpin’”, de Jay-Z, e “SexyBack”, de Justin Timberlake, foi empresariado por uma década por Marella, empresário veterano da Mono Music Group. Esse período incluiu a venda do catálogo de Timbaland para o Hipgnosis Songs Fund, em 2019, além do sucesso e da posterior venda do Verzuz, série de batalhas musicais transmitidas ao vivo que explodiu durante a pandemia de Covid-19.

O desentendimento entre os dois veio a público em agosto, quando Timbaland fez acusações contra o empresário em um processo por demissão injusta movido contra o astro pelo DJ E Feezy. Nessa ação, aberta em um tribunal estadual da Flórida, Timbaland culpou Marella pelas acusações de Feezy, fez alegações de irregularidades financeiras e disse que tinha demitido Marella mais de um ano antes.

No processo de sexta-feira, Timbaland reforçou essas acusações e afirmou que Marella “tratou a renda e os negócios do autor da ação como o próprio talão de cheques”. A ação diz que Marella lançou despesas pessoais em um cartão American Express, recebeu remuneração indevida nos negócios com o Hipgnosis e com o Verzuz e depois apagou os rastros com “registros financeiros falsificados” feitos para “enganar” o astro: “Os réus sabiam para onde o dinheiro foi. Mosley não sabia”.

O processo mira em especial o trabalho dos dois no Beatclub, mercado online que Timbaland e Marella fundaram juntos em 2021 para ajudar criadores e produtores a ganhar dinheiro com batidas e músicas. Os advogados do produtor dizem que Marella “administrou muito mal” a empresa e “tratou Mosley como um cofrinho para consertar os problemas que ele mesmo criou”.

“Marella esgotou fundos de investidores, gastou o dinheiro da empresa de forma contrária ao que tinha dito que seria usado, assumiu obrigações que o Beatclub não podia pagar, deixou de pagar funcionários e criadores que contratou e gastou dinheiro contrariando restrições do conselho”, diz a ação. “Em vez de revelar e corrigir a má conduta, Marella mentiu repetidamente sobre a situação financeira do Beatclub.”

No comunicado à Billboard, Marella contestou essas acusações e disse que os dois tinham contratado juntos “um diretor de tecnologia ruim, que gastou uma parte significativa do nosso capital, perdeu prazos repetidamente e, no fim, não conseguiu construir a plataforma direito”.

“Esses reveses criaram desafios financeiros consideráveis para a empresa”, disse Marella. “O Beatclub enfrentou os desafios e reveses que muitas startups enfrentam. Essas dificuldades não devem ser confundidas com má conduta financeira.”

Seckendorf, que aparece há vários anos seguidos na lista de principais gestores financeiros da Billboard, foi contador do astro a partir de 1998 e passou a ser também seu gestor financeiro em 2016, segundo a ação. Os advogados de Timbaland dizem que a mudança aconteceu depois que o astro descobriu “milhões de dólares em má conduta” de seus empresários anteriores e procurou novos consultores.

“Seckendorf se apresentou como a pessoa que já conhecia as finanças de Mosley, podia reparar o dano e impediria que a mesma coisa acontecesse de novo”, escreveram os advogados de Timbaland nos documentos do processo. “Em vez disso, os réus recriaram, e pioraram muito, exatamente as circunstâncias que Mosley tinha confiado a eles evitar.”

Seckendorf não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre as acusações.

Em termos jurídicos, a ação acusa os dois de quebra de dever fiduciário, ocultação fraudulenta e apropriação indébita. Também acusa Marella de fraude, quebra de contrato e uso indevido de imagem, e Seckendorf de negligência profissional e de cumplicidade na quebra de dever fiduciário. O processo pede pelo menos US$ 15 milhões em indenização, além de outras penalidades financeiras e medidas judiciais.

[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].

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