Duane “Keffe D” Davis, condenado pelo assassinato de 2Pac (Tupac Shakur), foi sentenciado a 40 anos de prisão à prisão perpétua nesta terça-feira (13). Aos 63 anos, ele foi considerado culpado, em agosto, de planejar o ataque a tiros que matou o rapper em Las Vegas, em 1996, quando o artista tinha 25 anos.
Segundo os promotores, Davis, ex-líder de uma gangue de Los Angeles, ordenou o crime como vingança depois que Tupac agrediu seu sobrinho. Nos anos seguintes ao assassinato, Davis teria admitido repetidamente seu envolvimento no caso.
Durante a audiência desta terça-feira, a juíza Carli Kierny afirmou, diante de familiares do rapper, que o mundo não havia esquecido Tupac e que Davis deveria responder pelo crime.
“Você não pode tirar um homem de sua família, tirar sua vida e todo o futuro que ele tinha pela frente e simplesmente seguir em frente. Especialmente quando esse homem é Tupac Shakur”, declarou a juíza. “Levamos 30 anos, mas agora você vai enfrentar a Justiça pelo que fez em 7 de setembro de 1996.”

Familiares de Tupac também falaram sobre o impacto da morte do artista. Sekyiwa Shakur, irmã do rapper, relatou que a perda afetou profundamente a família.
“Naquele dia, a perda de Tupac, por muito tempo, deixou toda a minha família emocional e mentalmente debilitada”, afirmou. “Sinto falta do meu irmão. Sinto, sinto, sinto.”
Tupac foi baleado em um ataque a tiros dentro de um carro após assistir a uma luta de boxe de Mike Tyson em Las Vegas. Sua morte ocorreu em meio à rivalidade entre artistas do hip hop das costas Leste e Oeste dos Estados Unidos, que marcou a cena musical dos anos 1990.
Meses depois, em março de 1997, The Notorious B.I.G., rapper que era associado à costa Leste e rival de Tupac, também foi assassinado a tiros. Durante anos, os dois casos permaneceram sem condenações e se tornaram alguns dos crimes mais conhecidos da história do hip hop norte-americano.
O caso de Tupac teve um novo desdobramento em setembro de 2023, quando promotores formalizaram a acusação de homicídio contra Davis. Segundo a investigação, o crime estaria ligado a uma disputa entre gangues que ganhou contornos mais amplos por causa da rivalidade musical entre as costas Leste e Oeste.
A acusação se apoiou principalmente em declarações do próprio Davis, incluindo um livro de memórias publicado em 2019 e entrevistas em podcasts nas quais ele descreveu seu papel no assassinato. A defesa argumentou que as declarações eram fictícias e tinham o objetivo de aumentar sua notoriedade e impulsionar a venda de livros.
Durante o julgamento, que durou duas semanas, a acusação apresentou 24 testemunhas e exibiu mais de oito horas de gravações, em sua maioria com declarações de Davis sobre o crime. O advogado de defesa, Michael Sanft, fez uma argumentação breve e sustentou que não havia provas materiais suficientes para ligar seu cliente aos disparos.
O júri levou poucas horas para chegar ao veredicto de culpado. Davis afirmou que pretende recorrer da condenação, um processo que pode levar anos até uma decisão definitiva.
Na audiência de sentença, os promotores pediram uma pena severa e disseram que o assassinato provocou um sofrimento excepcional à família do rapper. Um deles também criticou Davis por continuar falando publicamente sobre a morte de Tupac, comportamento que, segundo a acusação, prolongou o sofrimento dos familiares.

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[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].
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