O rapper BloodHound Q50, morto aos 22 anos em Chicago, foi atingido por cinco tiros durante uma emboscada que deixou cerca de 50 cápsulas no local. Os detalhes constam no laudo do Instituto Médico Legal do Condado de Cook, divulgado pelo Chicago Sun-Times nesta segunda-feira (19).
Segundo o documento, o artista, cujo nome era Mikquale T. Cooper, sofreu ferimentos na cabeça, no pescoço, nas costas e no ombro esquerdo. Os investigadores recolheram aproximadamente 50 cápsulas de munições de fuzis e pistolas 9 mm no posto de combustível no bairro de Fuller Park. O exame toxicológico também identificou maconha, um benzodiazepínico e opioides no organismo do rapper.
De acordo com o boletim policial, BloodHound Q50 chegou ao estabelecimento por volta das 4h de 13 de setembro, dirigindo um Tesla branco. Pouco depois, um Infiniti preto com dois ocupantes mascarados estacionou ao lado do veículo. Enquanto o rapper e sua namorada estavam na loja de conveniência, outro carro chegou ao posto com mais homens mascarados, conforme os registros da investigação. Quando Cooper retornou ao Tesla, seis homens desceram dos veículos e começaram a atirar, segundo a polícia. O ataque aconteceu no estacionamento do posto, onde os investigadores posteriormente recolheram as cápsulas utilizadas na ação.

A namorada de BloodHound Q50 contou aos policiais que correu durante o ataque e se escondeu dentro do carro de um desconhecido. Ela também afirmou às autoridades que existiam pessoas que queriam o rapper morto. O relato foi incluído nos registros analisados pelo Instituto Médico Legal, mas não identifica os responsáveis pela emboscada.
Após a morte do rapper, a jovem também se manifestou nas redes sociais para negar acusações de que teria participado da preparação do ataque. Segundo sua versão, ela avisou Cooper para deixar o posto porque havia homens rondando o Tesla. Afirmou ainda que o veículo não conseguia engatar por causa do cinto de segurança que não estava preso, e que fugiu ao ouvir os disparos. Ela também revelou estar grávida de um filho do artista.
BloodHound Q50 havia iniciado sua carreira musical em 2023 e ganhou projeção com faixas como “Big 3” e “Coffin”. No fim de 2024, assinou contrato com a Signal Records e, em maio de 2026, participou do festival Rolling Loud. Sua morte ocorreu poucos meses depois dessa apresentação.
A polícia de Chicago também emitiu um alerta sobre o risco de violência em retaliação após o funeral do artista, realizado em 25 de setembro, em Merrillville, Indiana. No mesmo mês, em 23 de setembro, foi noticiado que Lil Mari foi morto a tiros dias depois de debochar da morte do rapper. Não há, nas informações apresentadas, uma conclusão policial que estabeleça ligação entre os dois assassinatos.
