PUBLICIDADE

Ex-funcionário de Eminem admite roubo e venda de músicas inéditas

O ex-engenheiro de som de Eminem se declarou culpado de acusações criminais federais por roubar e revender músicas inéditas do rapper que vazaram na internet no ano passado. Joseph Strange, de 48 anos, admitiu na quinta-feira (22) ser culpado de uma acusação de violação criminosa de direitos autorais. Ele é acusado de estar por trás […]

O ex-engenheiro de som de Eminem se declarou culpado de acusações criminais federais por roubar e revender músicas inéditas do rapper que vazaram na internet no ano passado.

Joseph Strange, de 48 anos, admitiu na quinta-feira (22) ser culpado de uma acusação de violação criminosa de direitos autorais. Ele é acusado de estar por trás do episódio em que mais de duas dezenas de demos de estúdio teriam sido roubadas e vendidas por US$ 50 mil.

Strange, que trabalhou para o ícone do rap em seu estúdio em Michigan (EUA) por mais de 15 anos, poderá ser condenado a até cinco anos de prisão. A sentença será anunciada em janeiro.

“Joseph Strange abusou de uma posição de confiança para copiar e vender ilegalmente músicas inéditas pertencentes a Eminem, lucrando com obras que ainda não haviam sido autorizadas para distribuição pública”, afirmou o procurador-geral adjunto A. Tysen Duva. “Sua conduta prejudicou tanto os direitos legais quanto os artísticos.”

Em declaração à Billboard, o advogado de defesa de Strange, Wade G. Fink, descreveu seu cliente como “um bom homem cujos filhos sofreram muito com tudo isso” e afirmou que os “comentários exagerados do Departamento de Justiça e de outras pessoas pouco correspondem aos fatos do caso”.

“Esta é uma questão muito mais complexa e cheia de nuances do que estão fazendo parecer”, disse Fink. “Ainda assim, meu cliente assumiu a responsabilidade pelo que fez, sente um enorme remorso pelo que aconteceu com sua família e tem grande confiança, assim como eu, nos juízes de nosso distrito para enxergarem este caso pelo que ele realmente é.”

Eminem, vestido de "Rap Boy", como no clipe de "Without Me", hit de 20 anos atrás
(Reprodução/Eminem)

Strange foi acusado em março de violação criminosa de direitos autorais e transporte interestadual de bens roubados em relação às músicas, que apareceram na internet no início de 2025. Entre os materiais estavam faixas com os colaboradores 50 Cent e Dr. Dre, além de uma suposta música de ataque a Suge Knight e Ja Rule, gravada em 2003.

“Essas músicas vazadas eram trabalhos de estúdio que nunca foram destinados ao público. São demos, experimentos e ideias antigas, que perderam a relevância tantos anos depois”, afirmou um representante do rapper à Billboard na época. “É o mais recente caso de uma série de materiais inacabados divulgados contra a vontade dos artistas e sem sua autorização.”

De acordo com os promotores federais, as músicas foram retiradas por Strange, que trabalhou no estúdio de Eminem de 2007 a 2021, e vendidas no verão de 2024 por aproximadamente US$ 50 mil. Quando o material vazou, porém, as autoridades afirmam que ele se mostrou muito mais valioso do que isso.

“Dados fornecidos por diversos serviços de streaming demonstraram que, até novembro de 2025, os arquivos de áudio que violavam direitos autorais e foram identificados pelo governo haviam sido acessados mais de oito milhões de vezes”, escreveram os promotores na quinta-feira. “O valor da infração relacionada aos arquivos roubados é estimado em pelo menos US$ 750 mil.”

Eminem está longe de ser o primeiro artista de grande porte a enfrentar vazamentos. Ariana Grande entrou com uma ação judicial de grande repercussão no início deste ano após o roubo de músicas inéditas. BTS, Madonna, Megan Thee Stallion e Ye, anteriormente conhecido como Kanye West, também já recorreram à Justiça, em processos civis ou criminais, após o vazamento de materiais na internet.

Após se declarar culpado, Strange será sentenciado em 27 de janeiro.

+Leia mais: Veja a agenda de shows internacionais no Brasil em 2027

Eminem
Eminem (Mario Anzuoni/Reuters)

Ouça Eminem

[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui]

Leia mais